segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A INFORMÁTICA EDUCATIVA NA SALA DE AEE 2011



Tendo em vista que nos dias atuais a tecnologia está presente em todos os seguimentos da vida das pessoas, porque não entendê-la também à sala de AEE? Utilizo sempre a informática em minhas aulas, pois ela contribui para uma aprendizagem mais eficaz e prazerosa. A inclusão digital, por meio das políticas públicas, diminuiu essa barreira de acesso, levando a muitos, a oportunidade de conviver com essas máquinas na vida pessoal, assim como também na vida educacional e profissional.
A Informática Educativa privilegia a utilização do computador como a ferramenta pedagógica que auxilia no processo de construção do conhecimento. O computador é um meio e não um fim, devendo ser usado considerando o desenvolvimento dos componentes curriculares.
Os meus alunos apresentam grande interesse na utilização dessa tecnologia. O computador é explorado em sua potencialidade e capacidade, tornando possível simular, praticar ou vivenciar situações, podendo até sugerir conjecturas abstratas, fundamentais a compreensão de um conhecimento ou modelo de conhecimento que se está construindo.
Com os alunos são desenvolvidas atividades lúdicas e interativas de acordo com o tema da aula. As atividades realizadas desenvolveram habilidades motoras, concentração e atenção.
Sites utilizados no 1º semestre:
www.aprenderelegal.com.br
www.smartkids.com.br
www.discoverykidsbrasil.com/jogos/
www.escolagames.com.br

Sugestões de leituras sobre educação inclusiva


Para quem quiser aprofundar seus conhecimentos, sugiro alguns textos interessantes sobre o tema em questão. Espero que gostem!

*Título: O desenvolvimento e a aprendizagemdos alunos com deficiência intelectual
Autora: Maria Auxiliadora Mattos Pimentel

*Projeto Incluir
Diretrizes da Educação Inclusiva em Minas Gerais

*ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
Profa. Maria Auxiliadora Mattos Pimentel

*MEC/SEESP
Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva
Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555,
de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007.

*Aprendizagem e Desenvolvimento da Inteligência
Mercia Moreira

*EDUCAÇÃO INCLUSIVA: POSSIBILIDADES E DESAFIOS ATUAIS
PROFª MARIA DO CARMO MENICUCCI
PEDAGOGA / MESTRE EM EDUCAÇÃO ESPECIAL

*Construindo Possibilidades Educativas para Alunos com Necessidades Especiais
Dóris Anita Freire Costa

A concepção sociointeracionista para alunos com NEE


De acordo com o Projeto Incluir a concepção sociointeracionista é a mais adequada para se fazer um trabalho apropriado com crianças com necessidades educacionais especiais, porque nele a criança interage com seus pares em situações diferenciadas, e isso é importante para a aquisição do conhecimento.
Segundo essa abordagem, o desenvolvimento e a aprendizagem apesar de distintas, caminham juntos. Daí a importância da não segregação desses alunos em escolas “especiais”. A interação entre alunos com níveis mais avançados de conhecimento com alunos com NEE culmina em um maior sucesso desses alunos. Nesse processo de interação, esses alunos sentem-se mais confiantes e capazes de melhorar suas dificuldades, aumentando assim sua motivação na aquisição do conhecimento, bem como aumenta sua autoestima.
Nesse contexto, o professor busca então realizar um trabalho pedagógico que atenda às necessidades dos alunos com NEE, incluindo-os na sala regular, e fazendo um diagnóstico para conhecer o potencial dos mesmos, encontrando assim, melhores estratégias para a intervenção pedagógica, que tornem a aprendizagem mais significativa para os alunos. Valorizar as suas capacidades, talentos e interesses abrem portas para a sua aprendizagem e para o seu contato com o mundo.

Projeto Incluir
Diretrizes da Educação Inclusiva em Minas Gerais

Educação Inclusiva

De acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) a educação especial deve ser oferecida através do Atendimento Educacional Especializado, garantindo ao aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, o direito de estar junto, nas escolas regulares, aprendendo e participando sem nenhum tipo de discriminação, sendo assegurado aos mesmos uma educação de qualidade, que amplie a sua convivência social, o prepare para o exercício da cidadania e o qualifique para o trabalho.
A implementação de uma proposta de educação inclusiva pressupõe a garantia de diversos direitos e condições de garantia de acesso e permanência ao aluno com deficiência. A inclusão escolar não significa apenas colocar todos os alunos na escola comum. Significa também confrontar práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las acabando assim com a exclusão escolar e culminando em uma educação de qualidade para todos os alunos, formando cidadãos conscientes e preparados para a vida.
A capacitação dos professores é um dos aspectos mais importantes no sucesso da proposta da educação inclusiva. Assim sendo, a formação de professores para a educação inclusiva e educação especial deve privilegiar aspectos como criar ações pedagógicas processuais e formativas que analisem o desempenho do aluno em relação ao seu progresso individual, prevalecendo na avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as intervenções pedagógicas do professor, oportunizando uma melhor oferta dos serviços e recursos da educação especial.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

2ª Mostra pedagógica do AEE - Uberaba






A II Mostra Pedagógica do Atendimento Educacional Especializado (AEE) emocionou quem esteve na manhã desta sexta-feira (dia 25) no saguão do Centro Administrativo da Prefeitura de Uberaba.
A exposição reuniu cerca de cerca de 300 trabalhos artísticos manuais, confeccionados ao longo do ano por estudantes integrantes do programa de Atendimento Educacional Especializado (AEE), atendidos no contra-turno ao qual estão matriculados.
Segundo a psicopedagoga Maria Afonsina Cunha, diretora do Departamento de Inclusão da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), o AEE é voltado para estudantes com deficiência, transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
Além das produções artesanais dos alunos do AEE, a cantora gospel mirim
Ana Carolina, de 12 anos, aluna da Escola Municipal José Macciotti, no bairro de Lourdes, e com dois CDs gravados soltou a voz com timbre e afinação invejável. Grupo de flauta do projeto Jovem Músico também conseguiu prender a atenção do público. Para completar, o menino Pedro Caetano, de oito anos, aluno da Escola Estadual América, além de interpretar a poesia ‘Novidades’ de Pedro Bandeira, também apresentou ‘Agenda útil’, de sua autoria.
Maria Afonsina simplificou o evento como ‘maravilhoso’ apontando terem sido alcançados os objetivos propostos, cujo principal é o resgate da autoestima destes alunos portadores de necessidades educacionais especiais. Ela ressaltou a arte e o jogo como aliados importantes no resultado pedagógico e humano.
Fonte: /www.uberaba.mg.gov.br

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

SUGESTÕES DE JOGOS QUE PODEM SER UTILIZADOS NAS TURMAS DE AEE

JOGO COOPERATIVO Características A ideia básica desse tipo de jogo é a união de todos os participantes contra um inimigo comum - o próprio tabuleiro -, que pode ser representado por um personagem do jogo. Geralmente, ele possui caráter simbólico - por exemplo, a missão de um grupo de príncipes de evitar que uma princesa seja capturada por uma bruxa malvada. Origem Remontam às atividades tribais e aos rituais mágicos de diversas sociedades antigas para combater um inimigo comum real (como a chuva) ou imaginário (como duendes). Por que propor Para os pequenos refletirem sobre a importância de coordenar ações em conjunto e compreenderem regras estruturadas. Como enriquecer o brincar ■ Ponha em debate, logo depois da partida, as decisões tomadas a respeito das jogadas executadas pelo grupo.
JOGO DA MEMÓRIA Características Como o próprio nome indica, ele requer boas estratégias de memorização dos integrantes para acumular pontos. Por que propor Para que os pequenos estabeleçam relações entre imagens e a posição no tabuleiro e, assim, desenvolvam estratégias de memorização. Como enriquecer o brincar ■ Discuta com a turma as estratégias para localizar as figuras no espaço, como a fixação de um ponto de referência e a observação do entorno de uma figura. ■ Converse com os pequenos ao término de cada partida para socializar as táticas usadas por cada jogador.
jOGO DO PERCURSO Características Também chamado de jogo de trilha, tem como objetivo chegar ao fim de um caminho, dividido em casas, de acordo com o que for tirado no dado. Por que propor Para os pequenos relacionarem as casas do percurso de acordo com a quantidade que sai no dado. Como enriquecer o brincar ■ Ajude a garotada a localizar o ponto de início e de término do tabuleiro. ■ Questione as crianças sobre a observação do jogo. Por exemplo: "Meu peão estava na casa 10 e tirei 5 no dado. Em que casa fui parar?"
FONTE REVISTA NOVA ESCOLA

Com os jogos, as crianças aprendem que ganhar e perder faz parte da vida

Ao jogar - um comportamento que atravessa séculos -, a criança descobre que ganhar e perder faz parte da vida e desenvolve estratégias para enfrentar várias situações e os adversários. Sentados em grupo, crianças, jovens, homens, mulheres e idosos lançam dados, viram cartas e movimentam peças de acordo com regras preestabelecidas e acordadas por todos. Em resumo, jogam. E, consequentemente, se divertem, desafiam uns aos outros, passam o tempo. Um olhar atento mostra algo mais: jogos de tabuleiro revelam peculiaridades da cultura de um povo. Alguns tradicionais, como o Jogo da Glória, surgiram como forma de simbolizar a vida e a morte. Outros demonstravam em sua origem a importância das estratégias de guerra, como o xadrez, e as crenças de um povo, como o mancala. Levando em conta essas características de comportamento e cultura, quando se transforma em espaço de jogo, a escola possibilita a construção de saberes. O desafio de uma partida proporciona a elaboração e a exploração de questões relacionadas à sociabilidade (que se dá por intermédio de regras) e ao desenvolvimento de estratégias. Detalhes que chamam a atenção para a possibilidade de trabalhar com tabuleiros sem a obrigatoriedade de vincular a atividade às áreas do conhecimento. É importante que as crianças descubram o gosto do brincar por si só", defende Adriana Klisys, diretora da Caleidoscópio Brincadeira e Arte, em São Paulo. Esse tipo de abordagem não deve ser encarado pelos educadores como uma perda de tempo. "Há vários ganhos importantes para o desenvolvimento dos pequenos, embora possam não parecer importantes ou concretos à primeira vista", explica Adriana. Adriana Klisys FONTE: REVISTA NOVA ESCOLA

terça-feira, 12 de julho de 2011

A INFORMÁTICA EDUCATIVA NO AEE

O computador é um meio didático. De fato, ele apresenta facilidade para simular fenômenos e animação. Uma escola que resolve utilizá-lo como recurso didático necessita de bons professores, preparados e treinados, para utilizar os recursos oferecidos por este sistema tecnológico de forma significativa.
O importante ao utilizarmos recursos de informática na sala de aula, é não transformar a máquina na principal figura educacional. Professores e alunos devem assumir o papel de principais personagens e usar criatividade, raciocínio e atitudes ativas para a produção do conhecimento. Somente desta forma, o aluno estará se preparando para o mercado de trabalho e para a vida.

ACHEI ESSE SITE NA NET E ADOREI."MEUS ALUNOS TAMBÉM!!!!" JOGOS DE PORTUGUÊS E DE MATEMÁTICA

http://www.escolagames.com.br/jogos.asp






segunda-feira, 11 de julho de 2011

Recursos para a sala de AEE

Pesquisei na net e achei alguns recursos pedagógicos que muito vão ajudar os professores das turmas de AEE.

Por causa da dificuldade de segurar o lápis, os alunos podem usar materiais adaptados e aprender a escrever com jogos feitos de tampinhas e cartões plastificados. O material permite ainda relacionar cores e quantidades.
Revista Nova Escola




Jogos utilizados para o trabalho com operações matemáticas

http://fabriciabiaso.blogspot.com/2010/06/jogos-pedagogicos-matematica.html

domingo, 17 de abril de 2011

Filme "Como estrelas na terra - toda criança é especial


Sinopse: Taare Zameen Par - conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida.
Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo.
As letras dançam em sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção. Seu pai acredita apenas na hipótese de falta de disciplina e trata Ishaan com muita rudez e falta de sensibilidade.
Após serem chamados na escola para falar com a diretora, o pai do garoto decide levá-lo a um internato, sem que a mãe possa dar opinião alguma.
Tal atitude só faz regredir em Ishaan a vontade de aprender e de ser uma criança. Ele visivelmente entra em depressão, sentindo falta da mãe, do irmão mais velho, da vida… e a filosofia do internato é a de disciplinar cavalos selvagens. Inesperadamente, um professor substituto de artes entra em cena e logo percebe que algo de errado estava pairando sobre Ishaan.
Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia de luz e vontade de viver.
O filme é uma obra prima do até então ator e produtor Aamir Khan.

tare zameen par-bum bum - Como estrelas na terra

maa - tare zameen par great song - Mãe - Como estrelas na terra

sábado, 16 de abril de 2011

Dislexia - Definição, Sinais e Avaliação



Dislexia - Definição, Sinais e Avaliação

O maior erro que se pode fazer com os disléxicos é querer que eles escrevam como todo mundo.
Dislexia
Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica.

Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.

Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar. Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento mais efetivo das dificuldades após o diagnóstico, direcionando-o às particularidades de cada indivíduo, levando a resultados mais concretos.

Sinais de Alerta
Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, à escola e à própria criança. A criança poderá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada (vide adiante), mas se não houver passado pelo processo de alfabetização o diagnóstico será apenas de uma "criança de risco".

Haverá sempre:
dificuldades com a linguagem e escrita ;
dificuldades em escrever;
dificuldades com a ortografia;
lentidão na aprendizagem da leitura;

Haverá muitas vezes :
disgrafia (letra feia);
discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e de decorar tabuada;
dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização’;
dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar seqüências de tarefas complexas;
dificuldades para compreender textos escritos;
dificuldades em aprender uma segunda língua.

Haverá às vezes:
dificuldades com a linguagem falada;
dificuldade com a percepção espacial;
confusão entre direita e esquerda.

Pré -Escola
Fique alerta se a criança apresentar alguns desses sintomas:
Dispersão;
Fraco desenvolvimento da atenção;
Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
Dificuldade em aprender rimas e canções;
Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
Dificuldade com quebra cabeça;
Falta de interesse por livros impressos;

O fato de apresentar alguns desses sintomas não indica necessariamente que ela seja disléxica; há outros fatores a serem observados. Porém, com certeza, estaremos diante de um quadro que pede uma maior atenção e/ou estimulação.

Idade Escolar
Nesta fase, se a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado, para que possa prosseguir seus estudos junto com os demais colegas e tenha menos prejuízo emocional:· Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;
Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
Desatenção e dispersão;
Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);
Desorganização geral, podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;
Confusão entre esquerda e direita;
Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc...
Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;
Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc...
Dificuldades em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc..
Dificuldade na matemática e desenho geométrico;
Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias)
Troca de letras na escrita;
Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
Problemas de conduta como: depressão, timidez excessiva ou o ‘’palhaço’’ da turma;
Bom desempenho em provas orais.

Se nessa fase a criança não for acompanhada adequadamente, os sintomas persistirão e irão permear a fase adulta, com possíveis prejuízos emocionais e conseqüentemente sociais e profissionais.

Extraído da Associação Brasileira de Dislexia – ABD